O Brasil vive o que os especialistas chamam de onda jovem, são cerca de 50 milhões de pessoas com idade entre 15 e 29 anos, e metade desta população é formada por jovens negros e negras. A Bahia, por exemplo, tem cerca de 4 milhões de cidadãos nessa faixa etária, sendo cerca de 85% jovens afrodescendetes. Ou seja, não se pode falar em políticas de juventude sem considerar a variável étnica racial.
Constatamos que, para a juventude negra, está sendo difícil vivenciar essa prazerosa e importante etapa de sua vida. Infelizmente, a juventude negra ainda é a vítima preferencial da violência policial e dos grupos de extermínio, do desemprego, da mortalidade causada pela não garantia dos direitos sexuais e reprodutivos, da falta de acesso ao esporte, lazer, cultura, educação e privação de outros direitos fundamentais.
Observamos que mesmo diante desse cenário de exclusão social a juventude negra vem construindo alternativas e dando continuidade às lutas do Movimento Negro em todo país, das mais variadas formas, desde o movimento Hip-Hop – que denuncia as mazelas sociais, sobretudo a violência urbana – à organização de Núcleo de Estudantes Negros e Negras dentro das Universidades, lutando por uma educação plural e inclusiva.
O mandato do Deputado Federal Luiz Alberto é pioneiro na luta pelas ações afirmativas, lutamos ontem e hoje pelas cotas no ensino superior e nas políticas publicas de financiamento estudantil. Atuamos também na luta pela construção de um novo modelo de segurança publica, tendo em vista que o modelo vigente não assegura a vida e a liberdade da juventude negra, ao invés, transforma esse segmento em alvo preferencial de ações arbritarias e letais. Não nos calamos diante a atuação violenta da polícia ou de grupos de extermínio nos territórios de maioria negra, sobre a justificativa de combate ao crime organizado e ao narcotráfico, gerando um número cada vez maior de homicídios cinicamente classificados em sua maioria como “auto de resistência”.
A realização do I Encontro Nacional de Juventude Negra, a consolidação de um Fórum Nacional de Juventude Negra, a histórica participação na I Conferencia Nacional de Juventude e do desenvolvimento de uma Campanha Nacional autônoma contra o extermínio da juventude negra, são provas do poder de organização e engajamento deste segmento. Ou seja, a juventude negra é um setor fundamental para a construção de uma sociedade justa, sem racismo, machismo, homofobia, lesbofobia, intolerância religiosa ou qualquer outra forma de opressão.
A partir desta compreensão, o Deputado Luiz Alberto tem como prática interagir com a juventude negra, apoiando suas lutas e contribuindo com a construção de políticas públicas para este segmento, essa prática pode ser observada inclusive no período em que esteve como Secretário de promoção da Igualdade do estado.
O Deputado Luiz Alberto integra a Frente Parlamentar de Juventude da Câmara dos Deputados Federais e sua atuação nessa Frente é balizada pelas demandas que emergem das organizações e articulações da juventude negra. Estamos travando uma verdadeira batalha para que a legislação sobre juventude, que tramita na Câmara Federal, como a PEC da Juventude, o Estatuto da Juventude e o Plano Nacional de Juventude leve em consideração as demandas da juventude negra baiana e brasileira.
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